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First page of Construção de Avatares Na Educação Infantil<subtitle>Promovendo a Participação Ativa, Criativa e Autoral em Práticas Compartilhadas de Aprendizagem</subtitle>

O presente capítulo tem como objetivo introduzir os fundamentos da Psicologia Cultural nos estudos do desenvolvimento humano destacando a natureza relacional, afetiva e simbólica da dinâmica entre sujeito e cultura. Ilustramos a discussão com momentos de uma atividade de construção de avatares conduzida pela segunda autora em uma turma de educação infantil, com crianças de cinco a seis anos. A atividade se desenvolveu em uma sequência de situações lúdicas centradas em trocas dialógicas. A experiência fez parte do Projeto Avatar, o qual se dedica a investigar os processos de significação de si de pessoas em situações educativas a partir da participação em uma atividade compartilhada de construção artesanal de avatares. Entre os pilares teóricos do projeto, destacamos o reconhecimento da relação eu-outro-cultura como uma dinâmica sistêmica em constante transformação e o diálogo como processo mediado simbolicamente e condição própria da existência. Os exemplos apresentados nos permitem discutir: (a) as relações intersubjetivas mediadas por artefatos criados pelas próprias crianças, (b) a função das ferramentas culturais compartilhadas, (c) a base afetiva e social dos processos de significação, (d) o poder da narrativa na organização do sentido das experiências e saberes, e (e) o valor heurístico e teórico do diálogo nas práticas pedagógicas. Examinamos as trocas interpessoais ocorridas mediante o uso dos avatares construídos artesanalmente pelas crianças nas diferentes atividades que fizeram parte do plano de trabalho. Por assumir que o sujeito é ativo em seu processo de desenvolvimento e na sua ação em seu meio, exploramos conceitos como agencialidade, criação, autoria, atividade compartilhada e ação mediada. Os resultados sinalizaram que a experiência pedagógica se constituiu em uma vivência lúdica e dialógica, rica em troca de afetos e negociação de significados e, muitas vezes, permeada de conflitos. O avatar permitiu às crianças experimentarem as posições de ser autor e ator e utilizarem múltiplos modos de linguagem de forma integrada. Em alguns momentos, os avatares assumiram a função de dispositivos para o desenvolvimento, pois possibilitaram o jogo de posicionamentos entre o eu e o outro, funcionaram como artefatos culturais e ferramentas de mediação semiótica, permitindo relacionar aspectos da cultura coletiva e da singularidade do sujeito.

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